domingo, 30 de dezembro de 2012

O Caminho da Paz


Reproduzo aqui uma reflexão minha acerca dos esportes de combate e do Budo.


Dentro dessa aparente "estupidez", no sentido de "força bruta" que um olhar superficial detecta, encontramos seres humanos que devotam anos à técnica, às correções e repetições diárias, ao treinamento mental, psicológico; muitas vezes, na maioria, melhoram-se enquanto pessoas e fogem (ou descobrem) um caminho de vida mais promissor, o que eu chamo de Budo, termo japonês que hoje pode ser traduzido como Caminho da Paz [Budokas então são os viajores dessa jornada]. Assim, a luta, o combate propriamente dito é somente um ínfimo viés do Budo, que se transforma por meio de controle em esporte. No Budo encontramos as vertentes do treinamento espiritual pelo burilamento do caráter, o treinamento pela repetição e aperfeiçoamento técnico, e o principal: a abstração através da aplicação das técnicas em ambiente adverso, como se pode ver nas execuções dos Kata no karate, ou no Kati no kung-fu ou Tai Chi Chuan, nos hiung no Tae Kown Do, ou mesmo nas meditações Zen-budistas e Xintoístas no início e término de cada aula nos dojos. Esse Caminho, que não é religião, salva vidas, recupera caráteres, reestrutura personalidades, forma seres humanos. Dentro de todas as frivolidades da vida moderna, a disciplina, a compaixão, o perfeccionismo, o amor ao próximo estão contidos também neste caminho. Naturalmente, canalizamos dessarte as energias muitas vezes descompassadas do nosso "eu" dentro do ritmo da respiração, e assim achamos a harmonia com o todo; deixamos um momento de pensar, tornamo-nos veículo..




Um Abraço Fraterno e Muita Paz!




OSS.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

The Path

O Caminho do Espírito é muitas vezes errante, em zigue-zague, em circunferência. Entramos, por vezes, em armadilhas - loops - criadas por nós mesmos. A Luz nos ofusca, o breu da origem nos é mais cômodo, já que é a lembrança mais próxima que temos do que consideramos "tudo".

No entanto, à medida que ascendemos, que mesmo sem a necessária visão galgamos os degraus da escada, somos apresentados a uma verdade contínua, isto é, que revela-se proporcionalmente à ascese. Então, muito é pedido a quem muito é dado. O erro, parte do caminho, revela-se-nos proibido; nós espíritas não podemos errar, ao contrário, temos de ser agora aquilo que aspiramos ser um dia, portanto esquecemos de perceber as belezas do Caminho (), negamo-nos percorrê-lo e combater o bom combate, negamos o 武士道 - (Bushido) Caminho do Guerreiro.

E se o livre arbítrio é conquista, o bem é dever. Maior ainda para aqueles que dentro desta esfera estão investidos da profissão de guerreiro. Devemos aí introduzir o Evangelho, uno e perfeito Código ao qual nem os efeitos dos evos deterioram os postulados.

Devemos unir o ocidente ao oriente de nossas personalidades, unir o In ao Yo, o Yin ao Yang.

Devemos seguir o Mestre Incomparável!

Muita Paz!

Multe Pacon!